"Você não é todo mundo"



E quantas vezes você já foi quem não era de verdade, só pra ser aceito em algum lugar?

Eu mesma já fui nerd. Já fui largada. Intelectual. Pegadora. Santa. Inocente. Atirada. Alcoólatra. Emo. Roqueira. Stronda. Atleta. Bailarina. Desconhecida. Depressiva. Apegada. Desprendida. Lady...
E acredite a lista não para aqui, a ultima coisa que fui... Bom, não vem nem ao caso eu dizer aqui.

Mas também não era eu. Todas essas minhas pseudo-personalidades me fizeram encontrar, digamos que o meu “verdadeiro eu.” Levo tudo isso como bagagem. Certas coisas, levo na bagagem de mão, por que pode ser que me seja útil, outras, eu fiz questão de esquecer em algumas das paradas em que a vida me deixou. 

Então você nessa hora deve ta se perguntando: “ então você vê utilidade em ser quem não somos só pra ter bagagem pra vida?” A resposta? Não. Não vejo. Acredito que tudo que fazemos levamos como experiência, mas tem coisas que fazemos que realmente não condizem com quem somos, tem coisas que só em pensar já nos incomoda.   Mas mesmo assim, vamos lá e fazemos só por que todo mundo faz, e quando você vê, você já é só mais uma em meio aquela multidão. 

Eu não tenho nem idéia do quão melhor eu estaria hoje se ouvisse meu pai todas as vezes que ele me disse “você não é todo mundo”. Mas não, eu queria me enturmar, eu queria fazer parte, eu queria ser aceita naquele meio. Nessa época eu não tinha aquele conceito de que “quem gosta de você, gosta como és, e não como tens que ser.” E isso é a mais pura verdade, pra ser amigo, não tem que ser igual, é tão mais interessante ser o diferente e um complementar o outro.  Ah que tola fui achando que deveria ser só mais uma entre todas essas tribos que já passei. 

Acreditem se quiser tudo, tudo, tudo mesmo nessa vida é fase. São como as estações do ano, não da pra ficar inverno o ano todo (não que eu não iria gostar mas ok), tudo frio, congelando. Como também não se pode ser outono o tempo todo, tudo seco, feio e caindo. Leve isso pra sua vida, assim  como eu tenho feito.
Quando paramos tempo demais em uma estação, as coisas se tornam “estáticas” demais. E daí vem aquele discurso de sempre “nada muda, ta tudo a mesma bosta, nada da certo”. Então acho que já esta mais do que na hora de você dar o ponta-pé inicial e ver que não vale a pena ser quem não somos só pra agradar, quem se agradar conosco, que seja por que somos nós mesmos, sem mascaras, sem fantasias, sem mentiras, sem pseudos-padroes. 

Afinal de contas, não interessa o que vão pensar, ou dizer sobre você. Ouse. Seja você, mesmo que seja bizarro. Em nenhum desses parágrafos ate aqui eu disse, ou quis dizer que você não deve se enturmar e conhecer pessoas novas, mas pense, será que você tem mesmo que mudar o seu “eu” pra isso? E se a resposta for sim, como você vai reagir quando descobrirem que você não é aquilo que aparenta ser. 

Quer saber o que eu fiz? Nada.  E realmente não podia fazer mais nada, tava colhendo o que plantei. Então depois de tanto “levar na cara” decidi que não me levaria mais pelas idéias alheias, que dançaria com forme a minha musica e viveria conforme quem eu sou. E querem saber? Foi a melhor decisão da minha vida, ser quem eu sou, e não viver mais minha vida de agente 007, não viver mais em cima do muro, de não ter mais que me esconder entre quem eu sou, quem eu fui e quem eu pareço ser.  Afinal de contas, eu só devo satisfações a minha consciência, e, cá entre nos, está tranqüila como nunca esteve. 


E antes que você pense que é uma decisão que tomei a tempos atrás,
não se engane. É mais recente do que parece.
Então, olhe, ainda da tempo pra você. Mas só depende de você.  
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