Não é muito.


Queria não ter essa necessidade louca – quase doentia – de te ligar às 23:17 de uma quinta-feira só para te contar uma besteira do meu dia, eu tinha que abominar essa saudade que sinto da sua voz. Tinha que achar ridículo esse seu jeito bobo de me fazer sorrir por qualquer coisa, independente do meu humor. Tinha que odiar essa minha mania de te olhar e ficar assim: toda boba.
Pra dar certo, só precisava ser olho no olho, boca na boca, paixão louca, coragem, vontade insana, sabe? Só precisava ser fácil, tinha que ser leve, rápido, simples. Tinha que ser como quem sai de casa, só por sair, procurando nada, mas quando vê, encontrou tudo que precisava e não sabia. 

Eu não devia ter enfiado (tanto) amor, carinho, preocupação, cuidado, saudade, atenção. Era pra eu ter deixado (bem) longe os ciúmes, as neuras, os problemas, o sofrimento, o desespero.

 Eu devia ter fugido da vontade de te ligar, te ouvir, te ter na minha rotina, no meu dia, na minha vida.

Mas me diz, como não amar sorriso tao largo quanto o seu, um abraço tao apertado? Como ignorar suas falas? Como não se apaixonar por sua voz rouca quando tenta cantar minha musica favorita, ou quando seus dedos não conseguem fazer a nota daquela canção, no violão. Como menosprezar a sua cara de sono, a sua mania de dormir sempre virado com o rosto pro meu. Como que eu ia ignorar seus olhos grandes e negros, seu cabelo lavado com o meu xampu. Porquê eu não amaria suas visitas surpresa, sua vontade de cozinhar mesmo sem saber.

Se alguém souber um modo de não colocar sentimento nisso tudo, me liga, me ensina. Por que, na primeira vez, em que me deparei com tudo isso, em uma só pessoa, eu me balancei sem saber. 

Eu não soube lidar com as borboletas no estômago, nem com as taquicardias. Não tinha controle sobre minha boca -que alem de dar um sorriso idiota, toda vez que você chegava perto, queria a sua, mais perto. Não conseguia disfarçar a soadeira das mãos, o brilho nos olhos. Você chegou e trouxe tudo isso de uma só vez. 
Eu não soube lidar. Ou eu me entregava, ou eu arregava. 

Arreguei. 

Mas não tem um minuto do dia que eu não queira voltar e me entregar inteira. Com as falhas, os medos, os desejos, os acertos, os acertos. Do jeito que eu tô.
 Não é muito, mas é tudo.
 É tudo seu.

Cê lembra?


O primeiro dia foi o mais difícil. É que seu perfume demorou a sair da minha blusa, depois daquele abraço de terça-feira. 
Também tive que lavar os lençóis umas cinco vezes antes de conseguir dormir sem me lembrar de você. Minto. Antes de começar a reclamar de saudade porque eu não tinha mais seu cheiro. 
Pra melhorar tive que lidar com suas falas pela casa, impregnadas na parede, As risadas que caíram, onde antes era o nosso canto preferido da casa. 
Ainda que contra minha vontade, eu tava te vendo cada vez menos presente no lugar que você conquistou, da melhor forma possível, confesso.
 Mas eu tive que conviver com isso. Sabe? La la la, o tempo não para, não é o que a música diz? 
Cê lembra das conversas jogadas fora nas madrugas que a gente não conseguia dormir? Dos abraços que a gente deu e dos beijos que ficaram faltando? Vai me dizer que isso não te incomoda? Vai dizer que os roteiros não cumpridos (é, todos aqueles planos de saídas, aquelas viagens, aquele café da rua nove) não te causam nada.
 Esse clima criado, ou quem sabe, esse vazio entre nos dois? Eu me lembro de cada detalhe, se é o que quer saber.
 Mesmo sem seu cheiro. Sem as promessas que foram se perdendo com o tempo. Sem sua voz rouca cantando minha musica favorita. Eu lembro mesmo sem ver suas fotos felizes nas redes sociais. Mesmo tendo excluído aquelas conversas antigas do celular. 

Eu lembro. 

Dos filmes, dos risos, da casa, dos gritos, dos motivos de você ter ido e das centenas de razões pelas quais você deveria ter voltado. 
E você? 
Cê lembra?

Daria?



E se fosse daqui a cinco anos? Se eu ja estivesse com a vida feita? Com as parcelas do carro encerradas? Com o diploma na mao? Com apartamento próprio? Daria? Eu entendo que agora não dê. Ta tudo uma bagunça -você tem seus planos de curto prazo e eu to aqui tentando colocar ordem na minha bagunça pessoal. Mas sabe, não é sempre que se esbarra com o amor assim. E bom, deixar-lo escapar conscientemente, é uma daquelas series de coisas que doem mais do que o normal.

Odeio o fato do amor não bastar. Sabe? Nos filmes, bastaria. Muito amor, carinho e uns beijos na porta de casa. Mas aqui? Aqui eu continuo em casa, olhando pra parede “rosa-esquisito” do meu quarto, imaginando como eu vou pagar os trinta reais do batom que comprei mês passado- que por sinal e o seu favorito. E você? Fica ai, me olhando. Coisa que ja basta pra eu tentar arranjar coragem, pra realizar todos aqueles planos. 
Caçando no mapa-mundi uma rua que vai fazer seu caminho cruzar no meu.
É justo encontrar alguém assim? Logo quando parei de procurar? Logo agora que ce vai? Logo agora que eu nao posso te pedir pra ficar? E depois dos seus sonhos, será que ainda vai ter espaço pra mim? Ta vendo, e isso que eu não suporto. Essa insegurança, esse medo avassalador do destino te tirar do meu caminho e nao coloca-lo nunca mais.

Se fosse tudo “questão de hora” como dizem, eu acertava os minutos do relógio, colocaria em sintonia. Meu tempo encaixando com o seu.
Marcaria um encontro, as 21:00hrs naquele seu café favorito. Marcaria uma hora, um dia em um mês qualquer pra gente voltar a se amar. Quase um conto de fadas particular.

Mas tem tanta realidade aqui. Você vira a esquina e eu sigo reto. Pensando que eu encontrei um daqueles caras que vale a pena amar. Daqueles caras que eu amaria amar.
Fico pensando nas nossas mãos entrelaçadas. De quando descansava a cabeça no teu peito quente e acolhedor. Nas noites que passei acordada com você jogando conversa fora. Ce vai atrás da tua vida e eu fico aqui, arrumando a minha. Guardando seu lugar.

E se fosse daqui a cinco anos? Dava? Se a gente se esbarrar de novo? Ainda vai ser da mesma forma? Seus olhos ainda vão buscar os meus, no meio da multidão? Meu coração ainda vai parecer bater descontroladamente?
Pra quem a gente liga pra reclamar por nao ter conseguido sincronizar as estações? Desculpa tantas perguntas -talvez você ja esteja com os olhos cerrados, como lhe e de costume quando responde tantas perguntas. É que eu to aqui, tentando acertar (minha vida com a sua).

Tô de ferias e...

Recebi um whatsapp assim ontem:
"O QUE VOCÊ FEZ COM O BLOG? QUANDO VAI POSTAR DE NOVO? NÃO ME DIGA QUE ABANDONOU! NÃO FAZ ISSO, TO COM SAUDADE DE LER COISA NOVA VOLTA!"
(sem exagero gente, foi exatamente assim)

Então percebi que te, quase um mês que não posto nada aqui :0
E sei quanto é chato entrar num blog e não ter nada novo. Mas é que, como eu tô (curtindo a copa) de ferias, acabei me distraindo (dormindo) mais do que devia. Mas eu escrevi muito nesse tempo, só não postei. Sorry. Mas aproveitando esse post, vou mostrar pra vocês um pouquinho do que fiz nas ferias.

Primeiro dia de ferias ja comecei no correria pra poder ir no Confrajovem. Que foi... Tá não tenho palavras pra descrever. Vou fazer um post com as fotos que fiz lá.


Depois fui dar um rolezinho na roça dos meus pais, eu não sou lá muito fã de ir la por que não pega sinal nem de radio ahahaha mas lá me rende boas fotos.
Também fui no parque Guanabara e no Mangabeiras "turistar" com minha prima que veio de Teófilo Otoni pra me visitar, bjs Vic.


Minha casa ficou igual uma creche nesses dias. Tinha muita criança aqui. MUITA MESMO.
Meus primos vieram de Porto Velho pra passar ferias aqui, trouxeram carne de jacaré pra gente (é até gostoso, juro).
Dei uma de turista em bh mais uma vez e fui pra savassi curtir uma massagem oriental lá hahah.
Eu também fiquei de baba uns dias pra minha irma. ("Quando eu vejo o sorriso do meu sobrinho, é como se nenhum dos meus problemas existissem"). Teve point LPA quem em breve rola post sobre (Lui, quero minha parte nos lucros).

 Ah, e teve MUUUUUUUUUUUUITA COPA! TEVE COPA PRA CARAMBA!


Sem contar que vi uns 35 filmes em 1 semana mais ou menos (obrigada pai, por pagar telecine). Aprimorei meus dotes culinários. Li alguns bons livros. Dei algumas boas risadas...

E foi assim que eu curti as minhas tão esperadas ferias de copa.
E você? Curtiu como?
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